Mostrando postagens com marcador Questionamentos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Questionamentos. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 14 de abril de 2016

Sobre os sonhos guardados dentro do travesseiro – Parte I (Fotografias)

“Céu azul é o telhado do mundo inteiro
Sonho é uma coisa que fica dentro do meu travesseiro!”

Não haveria outra forma de iniciar este compilado de textos: com versos de uma música tão intensa, e ao mesmo tempo tão questionadora (para tempos de profundos questionamentos)!

Revirar os sonhos que ficam dentro do travesseiro é uma coisa doída... Você precisa se movimentar, sair da zona de conforto, precisa de alguém que te cutuque e te chacoalhe, você precisa perder o chão (além da identidade que se perde vagarosamente dia a dia, e não se sente).

Tudo começa com um curso de fotografia que você ganha de presente: para que você possa retomar um talento antigo e escondido, guardado na gaveta empoeirada da memória.

Fotografia é paixão antiga! É a sensação inocente de que você pode capturar e guardar um instante para sempre: porque tudo que você terá é apenas uma imagem, condicionada à entrada e passagem de luz por um sensor, através de um clique. Com o passar dos anos, esta imagem causará diferentes sentimentos nas pessoas que porventura possam vê-las: mas o que foi vivido no momento do clique, sempre será um mistério, reservado apenas aos modelos, que nunca mais sentirão a mesma coisa daquele instante.

Além do mais, a fotografia é mágica porque me faz pensar em analogias, como por exemplo: o quanto de luz eu deixo entrar em meu sensor, para que as fotografias do meu dia a dia possam ser as mais belas possíveis?! Ou então, sentir quando seu coração faz “clique”, e guarda um olhar, uma palavra, um sorriso, um momento único que você carrega para a vida toda.

Sim, romantismo com coisas simples muitas vezes é meu forte! 



Copyright © 2016. Todos os direitos reservados.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Descrição

É engraçado e estranho quando alguém expõe o que pensa sobre você... quando evidencia o que acha... quando te descreve de alguma forma!

As opiniões e olhares de cada pessoa serão sempre diferentes, e ao mesmo tempo, sempre com alguma coisa em comum. E por muitas vezes me fazem refletir a ótica de cada um, o que realmente sou, e ainda, o que aparento ser diante de tantas retinas!

Abaixo, uma descrição:

“Mari: Tal qual como os gatos (que nós gostamos tanto!) chegou livre, espaçosa e cheia de opinião. Gostei de você no instante que te vi! O que me lembra você é o trecho de uma música:

‘Ser capitã deste mundo,
poder rodar sem fronteiras.
Viver um ano em segundos,
não achar sonhos besteira.

Me encantar com um livro,
que fale sobre vaidade.
Quando mentir for preciso,
poder falar a verdade’. 

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Like Alice - Part VIII


"Existem coisas que não têm nome” – pensava Alice na tarde nublada de quarta-feira. Existiam dores que não sabia descrever e amores que não sabia definir.

O planeta Melancholia estava sempre em rota de colisão com seu coração: hora passava muito perto, levando toda a atmosfera e deixando-a sem ar, hora estava distante, e só se podia ver sua silhueta azulada ao longe no horizonte. 

Porém, sabia que um dia o planeta viria de encontro ao seu coração e tudo terminaria.
Seria isso então o consolo final para a alma? 
Para que então se preocupar com os sentimentos sem nome e com as pessoas às quais eles pertenciam?





Copyright © 2013. Todos os direitos reservados.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Like Alice - Part VI




Alice transitava entre a leveza e o peso.
Nunca antes o título e as páginas de um livro fizeram tanto sentido.
Já não tinha certezas, e seu coração ia da calma ao caos em instantes.
Entendia agora o que era entrar em cena, sem ter ensaiado.
Entendia agora que os amores são como impérios, que sua própria dor não é tão pesada como a dor co-sentida com outro e prolongada em centenas de ecos.
Entendia agora que queria ser desejada como se desejam todas as coisas perdidas para sempre.
Entendia agora que as partituras de sua vida começavam a tomar forma, e já não conseguia trocar os temas com a mesma facilidade de antes.

Já não sustentava sua leveza...


“Quanto mais pesado o fardo, mais próxima da terra está a nossa vida, e mais ela é real e verdadeira. Por outro lado, a ausência total de fardo faz com que o ser humano se torne mais leve do que o ar, com que ele voe, se distancie da terra, do ser terrestre, faz com que ele se torne semi-real, que seus movimentos sejam tão livres quanto insignificantes. Então, o que escolher? O peso ou a leveza?” – Milan Kundera






Copyright © 2013. Todos os direitos reservados.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Like Alice - Part V

Alice transitava entre a calma e o desespero. Mas vislumbrava de forma clara a ordem dos pensamentos: há muito perdera o calor de viver...

Restariam faíscas, chamas latentes prontas para serem redescobertas?

E quem daria o sopro de liberdade para tudo isto?




Copyright © 2013. Todos os direitos reservados.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.