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quarta-feira, 15 de junho de 2016

Sobre Desejo & Delírio



- Teus olhos são verde-esmeralda, salpicados de estrelas!
- Talvez...
- Tua rebeldia, teu atrevimento, teu jeito... Irresistível labirinto!
- Talvez...
- É improvável qualquer tentativa de retrato teu, sem apaixonar-se!
- Talvez...
- Esse teu andar felino, esse teu olhar dourado de gato, esse teu espírito livre... Ainda será a tua ruína!
- Talvez...
- Chegará o dia em que borboletas no aquário e peixes voadores me farão algum sentido, assim como fazem para ti!
- Talvez...
- Os caminhos do teu coração são ressonantes como túneis... É possível andar por eles até envelhecer e morrer, sem passar novamente pelo mesmo lugar!
- Talvez...
- Você exala um perfume quase subliminar de verão, enquanto sorri em breves lampejos!
- Talvez...
- Tuas roupas desparelhadas e excêntricas, teu cabelo bagunçado, o caos, as cores e formas infinitas que vivem dentro de você... Não podem ser reais!
- Talvez...

- Talvez um dia o teu desejo e o teu delírio em demasia, te traiam... E você se perca de si mesma!
- Talvez...!!!



“Desejo vive no coração” & “Delírio vê o mundo de sua única e própria visão” 
- Sandman, Neil Gaiman.



Copyright © 2016. Todos os direitos reservados.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.

quinta-feira, 14 de abril de 2016

Sobre os sonhos guardados dentro do travesseiro – Parte I (Fotografias)

“Céu azul é o telhado do mundo inteiro
Sonho é uma coisa que fica dentro do meu travesseiro!”

Não haveria outra forma de iniciar este compilado de textos: com versos de uma música tão intensa, e ao mesmo tempo tão questionadora (para tempos de profundos questionamentos)!

Revirar os sonhos que ficam dentro do travesseiro é uma coisa doída... Você precisa se movimentar, sair da zona de conforto, precisa de alguém que te cutuque e te chacoalhe, você precisa perder o chão (além da identidade que se perde vagarosamente dia a dia, e não se sente).

Tudo começa com um curso de fotografia que você ganha de presente: para que você possa retomar um talento antigo e escondido, guardado na gaveta empoeirada da memória.

Fotografia é paixão antiga! É a sensação inocente de que você pode capturar e guardar um instante para sempre: porque tudo que você terá é apenas uma imagem, condicionada à entrada e passagem de luz por um sensor, através de um clique. Com o passar dos anos, esta imagem causará diferentes sentimentos nas pessoas que porventura possam vê-las: mas o que foi vivido no momento do clique, sempre será um mistério, reservado apenas aos modelos, que nunca mais sentirão a mesma coisa daquele instante.

Além do mais, a fotografia é mágica porque me faz pensar em analogias, como por exemplo: o quanto de luz eu deixo entrar em meu sensor, para que as fotografias do meu dia a dia possam ser as mais belas possíveis?! Ou então, sentir quando seu coração faz “clique”, e guarda um olhar, uma palavra, um sorriso, um momento único que você carrega para a vida toda.

Sim, romantismo com coisas simples muitas vezes é meu forte! 



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quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Like Alice – Part X


“Precisa-se cuidado ao dar passos grandiosos e mudar certas coisas...” – dizia para si mesma enquanto rolava pela cama, e derrubava o cobertor pela terceira vez.

Depois Alice mudou o pensamento para as fantasias que sempre utilizou para fugir da realidade: muitas vezes imaginou-se como guerreira com armadura em campo de batalha. Outras vezes imaginou-se correndo pela floresta, fugindo de sombras que não identificava, esperando chegar a um beijo doce e apaixonante no final do caminho... alguém que a amasse e a protegesse de todo mal. Também viu-se tantas vezes trancada num castelo de pedra, cercada de livros, lendas, histórias, quadros e objetos antigos... naquele lugar, devaneava e escrevia sobre outras histórias e lendas.

Todos estes “personagens” a faziam pensar se ela em si, seu cotidiano, sua vida, seu entorno, não eram parte dos pensamentos, devaneios e imaginação de algum outro Ser. Sendo assim, ela só seria mais um personagem na cabeça de outro alguém, ainda que se beliscasse para verificar se estava acordada (ainda que desde pequena, sempre sentira lá dentro um wake-up call que fazia parte do que chamava de “sentimentos sem nome).

Desta forma, no seu íntimo, às vezes pedia para este Ser que algumas coisas fossem diferentes em sua vida. No entanto, ela sempre tomava cuidado ao dar passos grandiosos e mudar certas coisas...

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

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Tinha todos os sonhos desenhados numa tela previamente colorida.
Tinha a mente dividida entre o real e a ilusão.
Tinha ainda na memória aquela música. E na gaveta empoeirada, os poemas escritos à mão.

*“A million little pieces to start”
*“A million little pieces stolen from you”
*“This simple answer is never what it seems”

E os milhões de pedacinhos daquele cenário, floresceram.

 

*30 Seconds To Mars Song - "Search and Destroy"