segunda-feira, 13 de dezembro de 2010


sou flor
desregrada
pintada
em óleo
alho
olho
chocalho
chacoalho
em sonhos
ao vento
ardente
pétala
envolta
solta
por ti
amor
pintado
em flor

Mari – 05/02/07
*Poesia publicada no livro "Manual da Poesia II"  -  Pg. 75  /  Ano: 2009

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Revisited

(...)
Num impulso e lapso nostálgico, decidi revisitar uma parte musical dos meus 12 anos. É incrível como a melodia e os versos continuam na memória, e continuam a fazer sentido!
Ou talvez seja apenas a minha alma adolescente sobrevivendo…


“And you're too tired to admit you've got to choose”
“I'm looking for a song to sing… So I might find a heart to follow”
(A Song to Sing)

“In this life long, love song
You can love right, you can love wrong
In this love song you can love long
But if you love wrong it doesn't mean love's gone”
(Love Song)

“You have so many relationships in this life
Only one or two will last…”
“So hold on the ones who really care
In the end they'll be the only ones there
When you get old and start losing your hair
Can you tell me who will still care?”
(Mmmbop)

"Run, run, runaway run
Maybe someday I will find some way
Maybe someday
I'll run away”
(Runaway run)

“I don't wanna be
Just drifting through the sea of life”
(Save me)

“Will it matter when you’re on your own?
Will it matter when you’re all alone?
Will it matter when you stop and smell the breeze?
And you don’t have me?
(Wake Up)

“So you don't stand out and you don't fit in”
“Isn't it strange how we all get a little bit weird sometimes?”
(Weird)

“Cause when the minutes seem like hours and the hours seem like days
Then a week goes by; you know it takes my breath away”
(A minute without you)

“Where's the love?
It's not enough
It makes the world go 'round and 'round and...”
(Where´s the Love)

“I'm feeling older and I'm wondering why”
(This time around)


Sim! Eu adorava os irmãos Hanson! =P

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Sobre o Tempo

(...)

Tempo – substancial invento,
um suave veneno a escorrer entre os dedos.
E de nada adianta dizer ou fazer,
nós passaremos por ele – alguns mais rápido que outros,
e ele permanecerá: inerte, imóvel, intocável.

E todas estas palavras ficarão jogadas ao vento,
em um delicado intento
de tentar encontrar um sentido
dentro do tempo que me é dado.

Tudo tem seu tempo?
Ou seria o tempo que possui tudo?
Tudo aquilo que nos é dado, e subitamente, tirado...

O tempo é o agora, é já!
E para sempre será:
Substancial invento...

domingo, 31 de outubro de 2010

Time stand still

(...)

I turn my back to the wind
To catch my breath,
Before I start off again
Driven on,
Without a moment to spend
To pass an evening
With a drink and a friend

I let my skin get too thin
I'd like to pause,
No matter what I pretend
Like some pilgrim
Who learns to transcend
Learns to live
As if each step was the end

Time stand still
I'm not looking back
But I want to look around me now
Time stand still
See more of the people
And the places that surround me now
Time stand still

Freeze this moment
A little bit longer
Make each sensation
A little bit stronger
Experience slips away...
Experience slips away...
Time stand still

I turn my face to the sun
I close my eyes
I let my defenses down
All those wounds
That I can't get unwound

I let my past go too fast
No time to pause
If I could slow it all down
Like some captain,
Whose ship runs aground
I can wait until the tide comes around

Time stand still
I'm not looking back
But I want to look around me now
Time stand still
See more of the people
And the places that surround me
Now

Freeze this moment
A little bit longer
Make each sensation
A little bit stronger

Make each impression
A little bit stronger
Freeze this motion
A little bit longer

The innocence slips away...
The innocence slips away...
Time stand still
Time stand still

I'm not looking back
But I want to look around me now
See more of the people
And the places that surround me now
Time stand still

Summer's going fast
The nights growing colder
Children growing up
Old friends growing older

Freeze this moment
A little bit longer
Make each sensation
A little bit stronger
Experience slips away...
Experience slips away...
The innocence slips away...


-Rush-

domingo, 5 de setembro de 2010

Sobre o início e o fim

(...)

Já dizia um velho livro
que no início o Planeta era escuro e sombrio,
e perambulava pelo universo informe e vazio.

Depois veio a luz e o firmamento,
as terras, os mares e as águas,
as sementes e as plantas,
o sol, a lua e as estrelas.

E a vida começou a borbulhar na água, na terra, no ar...
Moléculas deram as mãos em prol de organismos mais complexos:
os peixes, os anfíbios e os grandes répteis,
e depois as aves e os mamíferos.
E assim passaram-se milhões de anos...

¡Evolução!

Até que, num determinado ponto da história deste Planeta em questão,
uma especial-espécie tomou um caminho distinto na evolução,
e dentre vários “homos”, a sapiência encontrou o seu lugar.

O mesmo velho livro conta
que houve uma ordem
para que esta espécie se multiplicasse
e o Planeta dominasse...
E foi exatamente assim que aconteceu!

¡Revolução!

A espécie sapiens descobriu o seu maior tesouro: a Razão!
Começou a perceber o que o diferenciava dos demais seres,
e daí em diante, há milhares de livros a nos relatar a história:

Grandes pensadores e guerras,
invenções, descobertas, máquinas!
Novas ciências – a sapiência pensando a sapiência!
Limites e lugares alcançados,
vôos alçados...
A vontade de saber e conquistar mais e mais!

E o tempo foi passando...
E a sapiência foi escravizando a própria sapiência,
na busca pelo eterno poder,
na busca eterna pelo momento ímpar
em que nos reconhecemos como humanos
(O que somos? De onde viemos? Para onde vamos?)

E assim, a ordem foi cumprida:
dominou-se as águas, as infindáveis terras,
as florestas, os peixes, os animais,
as sementes, as árvores, as plantas,
as bactérias, os fungos e vírus,
e a enorme força nuclear dos átomos.

O homem dominou a si mesmo
criando regras para “viver em sociedade”.
E esta sociedade foi consumindo todos os recursos naturais,
que chegaram muito antes do homo sapiens neste Planeta:

Produzindo, produzindo, produzindo!
Consumindo, consumindo, consumindo!
E assim, o Planeta-Terra-Casa foi sendo destruído...
Talvez esta espécie não seja tão inteligente ou especial assim...

E já dizia um velho livro
que no final, o Planeta será escuro e sombrio,
e perambulará pelo universo informe e vazio...



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sexta-feira, 13 de agosto de 2010

..................................................................................

(...)

Sob o sol da princesa do sudeste do Brasil
desabrocham os ipês de agosto.

Colorindo o ir e vir
como um palhaço a pintar o rosto,
ou um ardente abraço juvenil.

domingo, 1 de agosto de 2010

"Embriaguem-se"

(...)

"É preciso estar sempre embriagado. Aí está: eis a única questão. Para não sentirem o fardo horrível do Tempo que verga e inclina para a terra, é preciso que se embriaguem sem descanso.

Com quê? Com vinho, poesia ou virtude, a escolher. Mas embriaguem-se.

E se, porventura, nos degraus de um palácio, sobre a relva verde de um fosso, na solidão morna do quarto, a embriaguez diminuir ou desaparecer quando você acordar, pergunte ao vento, à vaga, à estrela, ao pássaro, ao relógio, a tudo que flui, a tudo que geme, a tudo que gira, a tudo que canta, a tudo que fala, pergunte que horas são; e o vento, a vaga, a estrela, o pássaro, o relógio responderão: "É hora de embriagar-se! Para não serem os escravos martirizados do Tempo, embriaguem-se; embriaguem-se sem descanso". Com vinho, poesia ou virtude, a escolher."

-Charles Baudelaire-

domingo, 25 de julho de 2010

Sobre a simplicidade e a reciprocidade

(...)
É tão bom o carinho mútuo,
os olhares trocados com sincronicidade,
o sorriso aberto com aquele cantinho no lábio que só os dois entendem,
as mãos se encontrando em sintonia,
as palavras ditas, compreendidas e guardadas,
o encontro daqueles braços onde você sabe que irá descansar.

Porque a vida é mais forte e bela quando é composta e repleta de gestos simples...
E quando a simplicidade é recíproca, aí a vida é completa!

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Sobre o inquebrantável

(...)

Os constantes elos da vida
São inquebráveis
Incansáveis
Indomáveis
Infindáveis

Não se pode enfraquecer
Nem de perto, nem de longe

Ah, coração!
Hás um dia de compreender estes infinitos ciclos!

sábado, 10 de julho de 2010

Sobre a intuição

(...)
ver além do que demonstram os fatos
sentir o friozinho na espinha
por prever o que estava por vir
in-tu-ir

entender desmedidamente a percepção clara
o pressentimento
o presságio
de um vir-a-ser constante
(i) relevante?